Como evitar acidentes na piscina

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Com cinco atitudes simples é possível fornecer 95% de segurança contra afogamentos e garantir um lazer tranquilo para sua família

O ano de 2020 encerrou com um número considerável de famílias realizando o sonho da piscina própria e com o Brasil acompanhando a tendência de crescimento dos mercados internacionais que registraram alta de 100% a 150% apenas no primeiro semestre.

Com um número de novos usuários cada vez maior é imprescindível discutir medidas de segurança e prevenção de incidentes. De acordo com levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), no Brasil, a cada 94 minutos uma pessoa morre afogada, ou seja, cerca de 15 pessoas morrem diariamente. Em 2018, o Brasil registrou 5.597 óbitos por afogamento.

Diante desse contexto é importante destacar que 3% das mortes por afogamentos acontecem nas piscinas, sejam elas residenciais (49%), clubes e academias (10%), escolas (7%) ou outros. “Isso acontece porque a piscina está instalada numa área de lazer, geralmente com uma churrasqueira próxima, sem uma barreira de proteção que envolva a estrutura e atenção diminuída dos adultos. Não à toa, mais da metade de todos os óbitos por afogamento acontecem com crianças entre 1 e 9 anos de idade e a ocorrência durante o lazer na piscina é duas vezes mais frequente do que a queda acidental”, explica o diretor de Relações Institucionais da Sobrasa, Regis Amadeu.

Ainda de acordo com Amadeu, existe um número ainda mais preocupante e que não é contabilizado pelas estatísticas por conta da falta do boletim de ocorrência. “A estimativa é que 94% dos incidentes aquáticos no nosso país sejam desconhecidos. Isso porque o banco de dados do Ministério da Saúde só é capaz de informar os casos relacionados a óbitos e internações hospitalares. Por isso é tão importante estar atento às medidas de segurança e prevenção”, afirma.

Criado em 2013, o Programa Piscina + Segura tem como objetivo aumentar a segurança e assim reduzir o número de óbitos e incidentes em piscinas, sejam elas residenciais, clubes, academias ou escolas. Com resultados expressivos, o programa defende que com apenas quatro atitudes simples é possível evitar 95% da possibilidade de uma tragédia.

Em primeiro lugar mantenha a 100% da atenção nas crianças, estando a uma distância máxima de um braço. Mesmo na presença de um guarda-vidas. Outro ponto muito importante é saber reconhecer e como agir em emergências aquáticas. Restringir o acesso à piscina com uso de grades ou cercas transparentes e portões a uma altura que impeça crianças de entrar no recinto da piscina sem um adulto são fundamentais. Em piscinas públicas a presença de um guarda-vidas devidamente equipado é fundamental. E por fim, fazer uso de ralo anti-aprisionamento e precauções de desligamento da bomba com o objetivo de evitar a sucção de cabelo e partes do corpo.

“Apenas essas cinco medidas já garantem a diversão e segurança da família. Mas se puder ensinar flutuação, evitar brinquedos próximos à piscina e incentivar o uso de colete salva-vidas para crianças – bóias de braço, pranchas ou até mesmo bolas trazem a falsa sensação de segurança – contribui para diminuir ainda mais as chances de um incidente aquático”, esclarece Amadeu.

Fundada em 1995 por um grupo de médicos e guarda-vidas, a Sobrasa tem atuado como um órgão de convergência na prevenção de afogamentos e incidentes, de todas as atividades de esporte, lazer e trabalho na área aquática. Ao reunir os guarda-vidas do Brasil e os serviços de salvamento Estaduais e Municipais para desenvolver projetos de prevenção e técnicas que reduzam o número de afogamentos no país, tem contribuído para que a mortalidade por afogamento venha declinando nas últimas décadas. “Nos últimos 39 anos tivemos uma redução do número de óbitos e no risco de incidentes aquáticos da ordem de mais de 50%. Com uma consistência e regularidade maior nos últimos 25 anos. Ou seja, um ótimo indicativo de que as medidas que vêm sendo tomadas para combater estas tragédias são acertadas”, aponta Amadeu.

Diante desse cenário, o especialista defende o maior envolvimento do mercado varejista e atacadista no trabalho de conscientização e prevenção. “Com acesso direto aos clientes locais, donos e profissionais da cadeia de piscinas existe um balcão de oportunidade enorme de entregar informação de qualidade e que salva vidas para o usuário”, finaliza. No site da Sobrasa é possível saber mais sobre a organização, sua atuação no Brasil e ter acesso a todos os projetos e conteúdo sobre segurança e prevenção contra afogamentos.

 

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Fonte: anapp.org.br

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